A seca no Sertão nordestino é causada pela escassez de chuvas e esta por sua vez, ocorre devido à interferência do relevo da região.
O Sertão é a sub-região que apresenta os menores índices de chuvas do Brasil.
O que ocorre é que as massas de ar quentes e úmidas vindas do Oceano Atlântico, ao encontrarem o Planalto da Borborema, se condensam e há a precipitação na Zona da Mata e no Agreste.
Após as chuvas a massa de ar, quente, contudo, agora seca, chega ao Sertão nordestino.
Entre outubro e março, ocasionalmente, ocorrem chuvas no sul do Sertão, devido às frentes frias provenientes do sul do país. As outras áreas desta sub-região recebe chuvas provocadas pelos ventos alísios vindos do Hemisfério Norte.
Quando ocorre precipitação no Sertão, é entre dezembro e abril, mas apenas em alguns anos, levando a um longo período de estiagem (sem
chuvas).
"As secas prolongadas no Sertão Nordestino são oriundas, muitas vezes, da
elevação da temperatura das águas do Oceano Pacífico, esse aquecimento é
denominado pela classe cientifica de El Niño, nos anos em que esse
fenômeno ocorre o Sertão sofre com a intensa seca. A longa estiagem provoca uma série de prejuízos aos agricultores, como
perda de plantações e animais, a falta de produtividade causada pela
seca provoca a fome." (http://www.brasilescola.com/brasil/a-seca-no-nordeste.htm)
Vídeo relacionado ao assunto que assistimos em aula:
A Transposição do Rio São Francisco não é uma ideia nova.
Foi ampliada no governo Lula, mas já é pensado há algumas décadas.
O objetivo seria construir dois canais ligando o rio São Francisco à bacias hidrográficas menores do Nordeste, e aos seus açudes.
Segundo o governo federal, essa seria a saída para solucionar a questão da seca no Sertão nordestino porque distribuiria água a 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, abastecendo 12 milhões de pessoas. O custo ficou estimado em 4,5 Bilhões, mas até agora já foram gastos quase 7 bilhões (segundo reportagem do Jornal Nacional) e o prazo para a finalização das obras era este ano (2012), mas o projeto ainda não foi concluído, não havendo ainda estimativa para o seu término.
A transposição tem sido criticada por muitos (ambientalistas, Igreja Católica, entre outros). O governo porém, defende que se pesarmos no "custo benefício", como por exemplo o número de empregos criados e solução do problema da seca, nenhum outro argumento "fica em pé."
O governo também tem o objetivo de executar um projeto de recuperação do rio São Francisco e seus afluentes, pois muitos desses rios sofrem assoreamento, provenientes do desmatamento da região em prol do crescimento agrícola.
Mas quais seriam as vantagens e as desvantagens???
Pensando que o projeto resolveria os problemas sociais existentes na região semiárida nordestina, Aziz Ab'Saber (geógrafo) defende que “o Nordeste Seco abrange um espaço fisiográfico socioambiental da ordem de 750.000 km2, enquanto que a área que receberá benefícios abrange dois projetos lineares que somam apenas alguns milhares de quilômetros nas bacias do rio Jaguaribe (Ceará) e Piranhas/Açu, no Rio Grande do Norte”. Ou seja, apesar de abastecer parte da população, o resultado seria muito pequeno perto das reais necessidades da população local.
Já o governo alega que 12 milhões de pessoas serão beneficiadas e a irrigação de pólos agrícolas movimentará a economia, aumentando assim, o número de empregos. Mas Aziz Ab'Sáber, alega que “os ‘vazanteiros’ – responsáveis pelo abastecimento das feiras do sertão – que fazem horticultura no leito dos rios que perdem fluxo durante o ano serão os primeiros a ser prejudicados. Serão os fazendeiros pecuaristas que terão água disponível para o gado, nos cinco ou seis meses que os rios da região não correm. Nesse sentido, os maiores beneficiários serão os proprietários de terra, residentes longe, em apartamentos luxuosos em grandes centros urbanos”.
É claro que existem mais argumentos a favor e contra a transposição,
Mas e você, qual é a sua opinião?
Opiniões sobre a transposição:
Como estão as obras atualmente, segundo reportagem do Jornal Nacional: